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Vergonha nacional

15 de setembro, 00:30

Em Portugal, a violência contra as mulheres não conhece travão.

No final de agosto, uma mulher foi executada a tiro de caçadeira pelo marido, na Figueira da Foz. Tinha 48 anos e foi o filho que chamou a polícia. Esta semana, outra mulher, vítima recorrente de violência pelo companheiro, fugiu de casa para logo ser encontrada morta, nua, coberta de escoriações. Em 2018, já foram assassinadas 21 mulheres pelos companheiros. Estamos em setembro e o número já é igual ao do final do ano passado.

Em Portugal, a violência contra as mulheres também não conhece travão na justiça posto que muito poucos estão detidos, quase todas as queixas são arquivadas, 9 em cada 10 condenações acabam em pena suspensa e o impedimento de contacto não funciona pois o agressor não a respeita, indo atrás da vítima e atacando-a, como está sempre a suceder.

Pior. Em 2018 a arma de fogo não é a favorita dos homicidas que, quase sempre, matam as suas namoradas/mulheres por esfaqueamento, asfixia, espancamento, com enormes doses de violência e sadismo.

Este país europeu no século XXI tem - definitivamente - de fazer do combate a estas agressões e assassinatos uma prioridade. Desde logo, alterando práticas policiais e judiciais que, também aqui, não funcionam. A violência contra as mulheres é uma epidemia. A impunidade uma vergonha.

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