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Forças desarmadas

14 de outubro, 00:30

Demissão de Azeredo Lopes procura estancar contágio político.

Escrevi na passada sexta que o caso de Tancos era tratado às fatias: o roubo não era importante – e afinal era. As armas tinham sido recuperadas – e afinal foi tudo encenado. O gabinete do ministro não foi informado do assunto – e tudo leva a crer que sim. A fatia seguinte era Azeredo Lopes: se existia uma dúvida a pairar sobre o ministro, isso não podia contaminar o governo?

A demissão procura estancar este contágio: o ministro garante que nada sabia do ‘encobrimento’ e diz que sai para poupar as Forças Armadas ao ‘desgaste do ataque político’. Sobre a primeira parte, acredito que sim – e deixemos à justiça o que é da justiça. Sobre a segunda, acredito que não: se era para poupar as Forças Armadas, a demissão vem com 16 meses de atraso.

Finalmente, uma simples pergunta: o chefe do Estado-Maior do Exército acredita mesmo que a demissão do ministro não tem nada a ver com ele?

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