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Elogio da polícia

08 de dezembro, 00:30

A segurança é um direito e uma responsabilidade partilhada.

Um jovem agride selvaticamente a mulher, grávida de nove meses. Enquanto ela jaz prostrada no chão, algumas mulheres tentam assisti-la a medo.

Outros homens interpelam o agressor, que responde com ameaças. Um polícia de folga, que passava de automóvel, acorre em defesa da vítima e imobiliza o agressor. Eis uma estória exemplar que ilustra bem a missão da Polícia.

A primeira lição a extrair deste episódio é simples. O que para o cidadão comum é um direito, cujo exercício depende da sua vontade, corresponde a um dever para polícias. Um polícia tem o dever de denunciar crimes, exercer legítima defesa alheia e efetuar detenções em flagrante delito, no limite das suas possibilidades.

Qualquer outro cidadão poderá fazê-lo ou não.

Constitucionalmente cabe à Polícia defender a legalidade democrática e garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos.

Assim, é absurda uma certa tendência para nivelar a conduta de polícias e delinquentes, em nome de pretensos deveres de imparcialidade. A ação de polícia destina-se a garantir os nossos direitos, liberdades e garantias e não a restringi-los.

É claro que o excesso no uso da força deve ser criticado e corrigido. Porém, é raro elogiar os comportamentos, felizmente muito mais frequentes, em que os polícias se portam de forma exemplar, excedendo até o que deles esperaria a comunidade.

Ora, numa situação em que a carreira é desvalorizada, o reconhecimento público da comunidade é a compensação mínima exigível.

A Polícia enfrenta hoje múltiplos desafios. À manutenção da paz pública, juntam-se a investigação criminal, a proteção civil e as missões no estrangeiro.

Órgãos e autoridades de polícia criminal são confrontados, no dia-a-dia, com questões complexas e exigentes que requerem o apoio da comunidade: porque a segurança é um direito e uma responsabilidade partilhada.

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