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13 de fevereiro, 00:30

Parece que o estádio municipal de Braga, construído para o Euro 2004, começou com um orçamento de 65 milhões e poderá, no total, chegar aos 180.

Parece que o estádio municipal de Braga, construído para o Euro 2004, começou com um orçamento de 65 milhões e poderá, no total, chegar aos 180.

Os deslizes desta natureza aconteceram com outros estádios – que, além do mais, poderão ser demolidos (como o de Aveiro, prodígio de mau gosto) e transformados em outra coisa qualquer.

A ‘indústria de eventos’ é de cálculos difíceis e representa um investimento não a fundo perdido, mas a ‘fundo desconhecido’. A embaixada do rei D. Manuel I ao papa Leão X, em 1514, somou um valor de 500 mil cruzados em oferendas, muito mais do que estava previsto.

Foi Leão X que esteve na origem das grandes críticas de Lutero – os fundos portugueses prolongaram o fausto da Roma de então, que vendia indulgências e licenças; foi um negócio discutível, mas mais ou menos claro.

Já o dos estádios do Euro 2004 nasceram no período de ‘dinheiro a rodos’ que quatro anos depois terminou em depressão e ficará sempre obscuro.

Além do caso da Caixa, o dos estádios continua a atormentar-me. Mas como é conluio com o futebol, trata-se de interesse nacional, não é verdade?

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