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A destruição na saúde, agora a ADSE

14 de fevereiro, 00:30

Os dirigentes desesperam, como bem mostra a vaga de demissões nos hospitais.

Têm sido repetidos os exemplos que ilustram o caos que se está a viver na saúde em Portugal. Todas as semanas a comunicação social dá notícia da escassez de recursos nos nossos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, da falta de profissionais à falta de investimento e até a questões elementares do dia a dia.

Está tudo à pele nos hospitais e muitas vezes há ruturas (dos medicamentos aos lençóis que os doentes têm de levar). Consultas e cirurgias são adiadas. Os dirigentes desesperam, como bem mostra a vaga de demissões nos hospitais.

Perante este caos instalado no sistema o Governo demonstra incapacidade de resolver os problemas e de manter um diálogo sério e eficaz, nomeadamente com os profissionais da saúde. Pelo contrário, a sua ação é de permanente crispação e de rutura.

Como e se não bastasse, o Governo acrescenta agora mais uma frente de rutura: com a ADSE. No final do ano passado, fomos surpreendidos com o fim do regime livre, num claro abuso por parte do Governo.

Entretanto, se já eram conhecidos há longa data os atrasos de pagamento aos prestadores de serviço convencionados, do setor privado e do setor social, o Governo veio mesmo impor um corte nos pagamentos que estavam contratualizados. Claramente um sinal da vontade de acabar com a ADSE.

Agora que os privados suspenderam os serviços, o que vai acontecer a estes 1,2 milhões beneficiários? Perdem em liberdade de escolha e muitos irão entupir o SNS, contribuindo ainda mais para as dificuldades. O Governo não resolve problemas, cria-os.

Nos nossos impostos mandamos nós!
O Governo português manifestou em Bruxelas a sua vontade de revogar a regra da unanimidade para a criação de impostos europeus. Avançou com esta posição nas costas de todos nós portugueses: não se deu ao trabalho de promover um debate sério no Parlamento português, que tem a competência exclusiva para a criação de impostos.

Pelo contrário, o Primeiro-Ministro preferiu embrulhar no mesmo pacote impostos europeus concretos, que estão em discussão, com a aceitação do fim da regra da unanimidade.

Somos frontalmente contra o fim da regra da unanimidade para a criação de impostos europeus. Hoje o pretexto é a área digital, mas uma vez aberta essa porta, permite-se amanhã lançar impostos contra os interesses do nosso país, por exemplo, sobre o mar português.

Acresce que os impostos vêm sempre a ser pagos, direta ou indiretamente, por todos nós cidadãos. Em Portugal já pagamos muito, não queremos mais impostos sejam europeus ou nacionais.

Concluímos a volta do ‘Ouvir Portugal’ no continente
Em novembro de 2017, em Serralves, no Porto, arrancámos com o nosso ciclo de conferências ‘Ouvir Portugal’. No formato moderado pela independente Raquel Abecassis, os oradores são personalidades independentes dos vários setores e o CDS ouve e coloca questões sobre os diversos temas. Concluímos esta semana, em Portalegre, a 18ª conferência, desta vez sobre responsabilidade social. Ainda iremos aos Açores e à Madeira.

Falta de meios para garantir a segurança
As queixas que ouvi esta semana do comando metropolitano de Lisboa da PSP deixam-nos muito preocupados: para além da falta de agentes – entre 2011 e 2018 o comando de Lisboa perdeu 1000 agentes –, ainda é mais gritante a falta de meios, como viaturas ou equipamentos de proteção individual. Sem meios para se deslocarem aos locais de chamada, muitos agentes ficam impotentes para intervir. Valha a grande dedicação.

Zé Manel taxista
O ‘Zé Manel taxista’ começou em Lisboa, deu a volta ao país, mas ainda pode ser visto amanhã, sábado e domingo no Teatro Municipal Joaquim Benite, Almada. Com esta peça, Rueff celebra os 20 anos da personagem que tão bem conhecemos e são garantidamente duas horas de puro humor e diversão com textos mag níficos e uma interpretação fantástica. Quem já viu diz que é a não perder. Espero ainda ir a tempo!

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