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A doença ou a cura?

14 de fevereiro, 00:30

Devíamos tomar uma dose de estatística diária, como quem toma a bica pela manhã.

O que eu gosto de estatísticas!

Devíamos tomar uma dose de estatística diária, como quem toma a bica pela manhã.

Hoje estava a olhar para o meu exausto corpo e a pensar que, com excepção da cirurgia ao a pêndice, nem mais um corte.

Ainda bem, pensei: não fomos feitos para ser retalhados. Digo isto, depois de ver a abominável estatística.

Quatro milhões e 200 mil seres humanos morrem, em todo o mundo, 30 dias após uma cirurgia.

Muito mais do que os mortos de sida, tuberculose e paludismo juntos. Ironia do admirável mundo em que vivemos: não morremos da doença de que já sabemos tudo, o que nos mata é a cura que ainda não dominamos.

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