em destaque

Autogolos

14 de outubro, 00:30

Um clube é o que forem os seus valores e a coesão dos membros.

Embora muitas vezes tenham protagonistas comuns, política e futebol não se regem pelas mesmas regras.
Em política há governo e há oposição, num quadro constitucionalmente definido, cada um exercendo o seu papel, numa dialética que é a essência da vida democrática.

Nos clubes não é assim. Os sócios pronunciam-se em eleições e quem forem os escolhidos exercem as funções estatutárias correspondentes, em prol do clube.

Nos clubes não deve haver estatuto de oposição, porque as candidaturas, por definição, se esgotam no dia das eleições, cedendo a favor daquela que for mais sufragada. Não deve haver governos sombra, reservas da república, messias ou profetas.

Não quer isto dizer que não exista legítima divergência de opiniões e fiscalização da atividade dos corpos sociais, no quadro da dinâmica associativa própria de cada clube, que, como sabem, nuns existe e noutros nem por isso.

A extrema competitividade dos confrontos em que cada clube é chamado, ao longo do ano, a participar, impõe solidariedade institucional, mesmo que haja, como sempre há, antagonismos.

Um clube é o que forem os seus valores e, sobretudo, é sempre o produto da coesão dos seus membros.

comentários

comentar
Faltam 350 caracteres