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Falta injeção de bom senso

13 de fevereiro, 00:31

Os enfermeiros estão debaixo de um escrutínio avassalador, todas as suas ações são seguidas com uma atenção cirúrgica.

Não está em discussão, aqui, a justiça da reivindicação dos enfermeiros, as suas razões ou o contraponto do Governo. Neste particular apenas se observa a postura, em determinada data, de alguns profissionais presentes no protesto de rua à porta do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

E, a julgar pelas imagens divulgadas, a conclusão está longe de ser simpática. Vemos, então, pessoas com largos sorrisos, de telemóvel na mão, a tirarem selfies com a bastonária Ana Rita Cavaco.

Esta, a modos de vedeta pop, revela felicidade num momento que, para quem não conhece o contexto, parece saído de uma confraternização de velhos amigos. É esta a imagem que passa para quem folheia um jornal ou sintoniza um canal televisivo.

Só para contextualizar, das 4782 cirurgias agendadas nos dez hospitais e centros hospitalares para a semana entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, não se realizaram 2657, mais de metade do que estava previsto.

É, pois, de sensibilidade que aqui se trata. De bom senso. Os enfermeiros estão debaixo de um escrutínio avassalador, todas as suas ações são seguidas com uma atenção cirúrgica. Já o deviam saber.

Agora se a resposta aos doentes é sorrisos e galhofa, está tudo dito.

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