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Fascistas do género

13 de outubro, 00:30

Estas questões, além de patéticas, desrespeitam a intimidade.

Oh tu que acabaste de sair da primária: gostas de gajos, gajas ou orgias? Uma escola pública aplicou uma ‘Ficha Sociodemográfica’ a alunos de 9 anos, perguntando-lhes se namoram, qual é o seu sexo e a sua identidade de género. A melhor é "Sinto-me atraído/a por homens, mulheres ou ambos?"

Um adulto questionado sobre se tem sexo ou fantasias com um homem, mulher ou ovelha (para citar Woody Allen) pode mandar o inquisidor ir dar banho ao cão. Uma criança só pode sentir-se constrangida e confusa. Nessa faixa etária, os impulsos sexuais estão dormentes e o investimento é em atividades e aquisições sociais e escolares.

Por isso, este estágio de desenvolvimento é designado de "fase de latência". Depois, lá virá a adolescência e a turbulência.

Estas questões além de patéticas, desrespeitam a intimidade (em qualquer idade) e, neste caso, são um ataque à infância. Cambada de voyeurs. São um perigoso excesso das políticas de identidade, as mesmas que pretendem, por exemplo, que miúdos de 16 anos possam (sem o acordo dos pais nem opinião médica), mudar de género.

Querem tanto ser progressistas que acabam por ser fascistas, rebentando com a privacidade e contribuindo para um Estado Big-Brother. Depois admiram-se com Trumps e Bolsonaros, enquanto lhes abrem caminho.

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