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Gulbenkian itinerante

08 de dezembro, 00:30

A cultura torna-se mais forte e apelativa quando está em movimento.

Recordando o êxito do seu Serviço de Bibliotecas Itinerantes, lançado em 1958 pelo escritor e bibliotecário Branquinho da Fonseca, a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu pôr a circular por todo o país obras do seu acervo artístico e os seus agrupamentos.

Este programa cumpre-se até 2020 e confirma a ideia de que a cultura se torna mais forte e mais apelativa quando está em movimento, contactando e atraindo novos públicos.

Alguns grandes escritores portugueses estiveram ligados à circulação das carrinhas que, em tempo de censura, levaram livros e ideias a todo o país, sobretudo às terras onde não havia bibliotecas e hábitos de leitura.

A itinerância de hoje será diferente mas, também por isso, mais atractiva e geradora de análise e reflexão.

A itinerância será também internacional, mas nunca esquecerá o Portugal da interioridade onde a cultura chegou sempre de forma irregular e pouco satisfatória.

Com tanto para mostrar e partilhar, a Fundação Calouste Gulbenkian fica desde já de parabéns, recordando o grande sucesso da exposição sobre a obra de Almada em 2017.

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