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Já chegámos a Marte

09 de dezembro, 00:30

Evento representa avanço assombroso na capacidade de ultrapassar limites.

Uma sonda da NASA, com o nome ‘Insight’, aterrou em Marte com o objectivo de ajudar a compreender a formação daquele planeta rochoso. O planeta vermelho recebeu a primeira visita do seu distante vizinho Terra.

Recordo-me bem de, no final da minha adolescência, ter visto na RTP os astronautas norte-americanos, liderados por Neil Armstrong, a aterrarem na Lua. A emoção foi grande em todo o mundo e os inevitáveis negacionistas, certamente os mesmos que negam o Holocausto e o valor científico das descobertas de Charles Darwin, chegaram até a aventar a hipótese de tudo não ter passado de uma encenação feita em estúdio.

Sobre a chegada da sonda a Marte falou-se pouco. Este impressionante evento científico e tecnológico talvez tenha sido observado apenas como mais um passo no mundo extraterrestre. Porém, representou e representa um avanço assombroso na capacidade do Homem de ultrapassar os limites conhecidos.

Perante isto tudo o resto parece terrivelmente insignificante, a começar pela intriga e a inveja humana, males que tanto afectam a nossa vida colectiva porque nos dividem, porque aumentam a crispação no nosso relacionamento e porque dificultam a descoberta da luz, que deve existir dentro de nós e que é mais intensa que a nos chega do espaço.

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