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Leão ainda anda no fio da navalha

15 de setembro, 00:30

Bem-estar vai depender muito de… José Peseiro.

n ão demorou mais de meia hora após a eleição do novo presidente do Sporting para ser feita a afirmação clara de que o clube quer viver o novo ciclo em união.

A declaração formal de João Benedito de entregar o seu eleitorado a Frederico Varandas foi de uma grandeza notável e a melhor expressão de um desejo coletivo: os sportinguistas querem paz. O novo presidente, com todos os desafios e dificuldades que tem pela frente, começou a ganhar com a atitude do seu maior concorrente nas urnas, mas também ele fez questão de contribuir para esse clima ao dedicar as primeiras palavras do seu discurso aos vencidos. Ou seja, em poucos minutos o fantasma da divisão esfumou-se e no dia seguinte a ameaça da fragmentação já não se colocava a Varandas. Foram, pois, muitos os bons exemplos que os sportinguistas deram numa eleição que, contudo, está longe de resolver os problemas do clube.

O leão continua a caminhar no fio da navalha seja porque existem problemas financeiros graves (os quase 20 milhões de prejuízo do último exercício da SAD reflectem essa realidade) ou porque há empréstimos obrigacionistas por concretizar ou ainda porque existem dossiês com processos jurídicos (do despedimento de Mihajlovic ao Cashball, passando pelas rescisões unilaterais) sobre cujos desfechos ninguém pode dar garantias.

Junta-se ainda o factor desportivo com todos os imponderáveis. Até ao dia das eleições, a equipa de Peseiro foi um aliado precioso. As fragilidades da equipa, contudo, ainda são notórias pelo que a confiança, por enquanto, é limitada.

Não é ainda o tempo da Seleção se emancipar

A Seleção passou bem sem Ronaldo, embora em 180 minutos tenha apontado apenas dois golos apesar do volume ofensivo apreciável. Como observou o sempre pragmático Fernando Santos "nenhuma equipa fica mais forte sem o melhor do mundo". Pois, ainda não.

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