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Melhores exemplos

14 de outubro, 00:30

Enquanto na política portuguesa se somam casos em que ninguém sai, nem fica, bem, há fora da agenda melhores exemplos para pensar.

Enquanto na política portuguesa se somam casos em que ninguém sai, nem fica, bem, há fora da agenda melhores exemplos para pensar. Hoje, domingo, sobressai a canonização, no Vaticano, de dois novos santos, o Papa Paulo VI (Giovanni Battista Montini, 1897-1978) e o bispo salvadorenho Óscar Romero (1917-1980). São pessoas com vidas públicas exemplares que marcaram muitos contemporâneos.

Paulo VI, papa de 1963 a 1978, liderou a atualização da igreja desperta pelo Concílio Vaticano II, passou a celebração da missa do latim para as línguas vivas nacionais, acabou com o confinamento papal ao Vaticano, veio a Fátima no 50º aniversário da primeira aparição e apelou ao desenvolvimento solidário na ‘Populorum Progressio’.

Romero, bispo de El Salvador no final dos anos 70, pregou pelo respeito dos direitos humanos, pela libertação pessoal, comunitária e transcendente, lembrou aos militares que nenhuma ordem superava a lei de Deus de ‘Não matar’ e acabou assassinado a tiro durante a celebração de uma missa.

Perante a luminosidade destes santos atuais, a agenda política nacional revela-se ainda mais obscura e patética. E adivinha-se que a História não reserve lugar para fantochadas.

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