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Menos um manifesto

14 de outubro, 00:30

O ministro por certo gostaria de receber melhores notícias.

O Manifesto em Defesa da Cultura anunciou que se retira do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Cultura para propor alterações ao modelo de apoio às artes. O grupo afirma, em comunicado, que não acredita que a iniciativa do Ministério da Cultura consiga trazer "soluções para os graves problemas que afectam a actividade artística". Assim fica muito dito.

Estes especialistas do sector cultural português vão mais longe e afirmam que detectaram a "falta de condições para uma efectiva reflexão e discussão , com uma condução errática" e ainda aquilo que definem, secamente, como a "incompatibilidade com os tempos próprios das organizações democráticas". O ministro Luís Castro Mendes, com tantas contrariedades no sector, por certo gostaria de receber melhores notícias. Mas elas tardam a chegar, para seu e nosso desconforto. Ele sabe e nós sabemos que o tempo da poesia, que bem conhece, é muito diverso deste, sendo mais flexível e cantante. Talvez uma política cultural consistente e durável o torne possível.

E não se trata somente de falar de aumentos de verbas para a cultura. Trata-se sim de perceber de que forma a actividade cultural pode valorizar a economia e a vida de todos nós.

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