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O adeus de Aznavour

13 de outubro, 00:30

Admirador de Amália Rodrigues, compôs para ela ‘Aie Mourrir pour Toi’.

A morte, aos 94 anos, do francês de origem arménia Charles Aznavour, representa a perda de um dos mais talentosos e produtivos autores de canções de todos os tempos. Foi também, com a sua figura frágil, um actor de cinema talentoso.

Admirador confesso de Amália Rodrigues, compôs para ela o tema ‘Aie Mourrir pour Toi’.

Charles Aznavour foi um defensor empenhado dos direitos dos autores. No início, os produtores não o queriam deixar gravar por acharem que não tinha voz para o fazer. Ainda o conheci e vi cantar.

Mas insistiu e triunfou, deixando-nos temas clássicos como ‘La Bohème’, ‘She’, ‘Il Faut Savoir’ ou ‘Hier Encore’, que foram cantados por figuras como Frank Sinatra, Elton John, Bryan Ferry, Sting ou Carole King. Compôs em 70 anos mais de 1 400 canções. Muitas fazem parte da memória de várias gerações.
Em 2008, Charles Aznavour, recebeu a nacionalidade arménia e também, em Lisboa, na sua última actuação em Portugal (em dezembro de 2016, aos 92 anos), a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

Foi amigo e companheiro de canções de Edith Piaf, Charles Trenet ou Yves Montand. Tem uma merecida estrela no Passeio da Fama em Hollywood.

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