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O papão chinês

08 de dezembro, 00:30

O vice-presidente da Comissão Europeia admite desconhecer as razões que levaram à detenção da filha do dono da gigante tecnológica chinesa Huawei.

O vice-presidente da Comissão Europeia admite desconhecer as razões que levaram à detenção, a pedido dos EUA, da filha do dono da gigante tecnológica chinesa Huawei, mas diz que há motivos para "estar preocupado" com a cedência de dados pessoais a serviços secretos.

A inquietação de Andrus Ansip pode ser legítima, mas é estranha. A Huawei não tem capitais públicos de Pequim e é por isso tão privada – ou suspeita – quanto a Google, Facebook ou a Apple, empresas norte-americanas que já não apoquentam o burocrata apesar de não serem virgens em matéria de violação de privacidade.

Voltemos à detenção de Meng Wanzhou: a também vice-presidente da mais conhecida empresa chinesa foi presa porque Washington acusa a tecnológica de violar o embargo ao Irão. Muitos acreditam que é só uma manobra para a afastar da concorrência.

A Huawei é líder em tecnologia móvel 5G e em nome da segurança nacional são muitos os governos que estão a boicotar os seus equipamentos e Bruxelas prepara-se para impedir que a abundância financeira de investidores chineses compre setores estratégicos europeus.

No caso português a medida já vai chegar tarde.

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