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Líder do PNR diz que quer ser o "Trump português"

Partido quer ir ao encontro da "onda de crescimento de um sentimento nacionalista em toda a Europa", Brasil ou Estados Unidos.

Líder do PNR diz que quer ser o "Trump português"
O Partido Nacional Renovador (PNR) adotou o lema eleitoral do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, e quer ganhar assento na Assembleia da República para "pôr os cabelos em pé" ao sistema.

O presidente do PNR, José Pinto-Coelho, assumiu esta terça-feira em declarações à Agência Lusa querer vir a ser "Trump português" para ir ao encontro da "onda de crescimento de um sentimento nacionalista em toda a Europa", Brasil ou Estados Unidos, após ter feito a entrega da lista de candidatos a deputados nas eleições legislativas de 06 de outubro, no Palácio da Justiça, Lisboa.
"O facto de utilizarmos este tema de campanha é, justamente, logo desde si, provocante porque interpela as pessoas. Muitos dizem: "ai, que falta de originalidade", mas já estão a falar dele. Para já, porque é verdadeiro: "fazer Portugal grande outra vez". Portugal hoje é um país com uma dívida externa colossal, estamos endividados para as próximas gerações, é um país onde grassa a corrupção, onde os valores básicos, cívicos, se vão perdendo cada vez mais. Queremos restaurar a dignidade nacional. Há, obviamente, uma colagem intencional, provocadora àquilo que é Trump, que põe os cabelos em pé a todo o sistema, justamente. Portanto, resolvemos adotá-lo, justamente por não ser inócuo", disse.




O dirigente nacionalista admitiu que "a luta é muito difícil e desigual e eles sabem disso, o sistema", referindo-se à visibilidade do seu partido no espaço público e às possibilidades de conseguir ser eleito para um lugar no parlamento.

"O que é o sistema? É o poder político, a comunicação social, a universidade, ou seja, os grandes centros de decisão que estão completamente na mão da esquerda. O sistema sabe perfeitamente que, se o PNR tiver voz - já não estou a dizer em pé de igualdade, mas o mínimo -, que vamos crescer e há todo o espaço para haver um Trump português, um Salvini português, uma Le Pen portuguesa - seria eu, mas com calças -, e um Bolsonaro. As pessoas começam a estar muito cansadas deste regime, destes políticos que não dão o exemplo", afirmou.

Como objetivo eleitoral, Pinto-Coelho assumiu "claramente, entrar na Assembleia da República", pois entende que o PNR "é algo de extrema necessidade para ser o contraponto ao sistema".

"Somos o único partido que não sufraga este regime, que não anda de cravo ao peito. Somos de extrema necessidade pelas nossas posições que são inequívocas, únicas e originais e, de resto, acompanham aquilo que tem sido uma onda de crescimento de um sentimento nacionalista em toda a Europa e não só, no Brasil, nos Estados Unidos", declarou.

Para o presidente do PNR, o nacionalismo é uma "reação naturalíssima a este estado de globalização multicultural e económica que não é boa para ninguém, nem para as nações nem para as famílias nem para as empresas".

"Esta globalização que aniquila as nações, dilui tudo e nos põe à mercê de supra poderes supranacionais, para isso não contem connosco", sentenciou.

Há quatro anos, na últimas legislativas, o PNR foi a 10.ª força política mais votada, com 0,5%, um total de 27.269 votos.
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