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Salário médio sobe para 1220 euros brutos

Em termos globais, os salários médios praticados no Estado são superiores ao do setor privado.

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Raquel Oliveira e João Maltez|08 de novembro de 2019 às 09:56

Os salários brutos dos trabalhadores portugueses, entre os que estão ao serviço do Estado e os do setor privado, subiram em média 35 euros até setembro, face ao igual período do ano passado. Um crescimento de 3%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), que esta quinta-feira divulgou a remuneração bruta mensal média por trabalhador em Portugal.

Em termos práticos os trabalhadores portugueses passaram a levar para casa em média, 1220 euros, contra os 1185 euros que recebiam em 2018.

Pela primeira vez, o INE incluiu neste estudo sobre remunerações os beneficiários da Caixa Geral de Aposentações, para além dos da Segurança Social, num total de 4,2 milhões de trabalhadores. Em termos globais, os salários médios praticados no Estado são superiores ao do setor privado, a começar pelo valor do salário mais baixo: 635 euros no Estado e 600 para os trabalhadores das empresas.

No entanto, as remunerações também variam em função dos setores e das tarefas desempenhadas. Em setembro último, as remunerações médias variavam entre um mínimo de 813 euros – nas atividades de alojamento, restauração – e os 2652 euros nas atividades do setor da energia (eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio).

Em relação ao período homólogo de 2018, a maior variação da remuneração total foi observada nas atividades das indústrias extrativas ( 6,6%), seguida da dos transportes e armazenagem e das atividades administrativas e dos serviços de apoio 4,8%).

Estes valores salariais refletem não só os salários-base mas também o pagamento de bónus, de subsídio de férias ou de trabalho suplementar. O setor do alojamento e restauração registou um crescimento remuneratório de 13,8%, no período de setembro de 2015 a setembro de 2019. Tratou-se de um período de grande dinamismo também ao nível da criação de emprego: os postos de trabalho do setor cresceram 35%.

Bem-estar está a crescer
O bem-estar económico dos portugueses tem estado a crescer desde 2012, de acordo com um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este indicador "apresentou um crescimento significativo até ao início da crise económica, inverteu essa tendência após 2010 até 2012 e iniciou uma recuperação desde então", sublinha o INE no relatório sobre Índice de Bem-Estar divulgado esta quinta-feira.

Também a "vulnerabilidade económica" - que tem em conta nomeadamente a pobreza monetária e a privação material - regista uma evolução positiva "a partir de 2014, devido sobretudo à redução da taxa de privação material, da taxa de intensidade de pobreza e da intensidade laboral muito reduzida", lê-se no documento.

Em termos globais, o Índice de Bem-Estar nacional tem estado a crescer desde 2012 mas, desde 2016, "a ser progressivamente menos acentuado".

PORMENORES 
4,2 milhões de pessoas
O estudo do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) sobre a remuneração mensal média ainda sem descontos por trabalhador envolveu um universo de cerca de 4,2 milhões de pessoas que fizeram descontos para a Segurança Social e para a Caixa Geral de Aposentações. Inclui portanto funcionários tanto do setor privado quanto do Estado.

Subida de 7,3%
Nos últimos quatro anos, a remuneração bruta mensal regular – sem componentes como ajudas de custo e de transporte – aumentou 7,3%. No setor de bens ou serviços transacionáveis subiu acima da média, ao crescer 11,3%, bem como nos serviços não transacionáveis mercantis, ao aumentar 7,8%.

6,8% nos serviços públicos
No setor dos serviços não transacionáveis não mercantis, que integra as Administrações Públicas, o aumento da remuneração bruta mensal regular foi, no decorrer dos últimos quatro anos, na ordem dos 6,8%, abaixo da média de 7,3% para o conjunto das áreas de atividade.

Bens não transacionáveis
Tendo em conta os conceitos utilizados pelo INE na divisão das áreas de atividade, importa referir que bens não transacionáveis são, por exemplo, a maior parte dos serviços prestados a particulares, como o fornecimento de bens públicos tais como o saneamento, a iluminação pública ou o fornecimento domiciliário de água.

Discrepância salarial entre sexos é de 12%
Os operários não especializados e operadores de cargas e descargas são as funções em que a discrepância salarial entre homens e mulheres é maior, com os primeiros a ganhar mais 12%, conclui um estudo da Adecco, empresa de Recursos Humanos. Já na função de auxiliar de armazém, as mulheres que ocupam esta função são em média mais bem pagas em 5% do que os homens.

Restauração é o que paga menos
O alojamento e a restauração continuam a registar os salários mais baixos em Portugal. Segundo o INE, o salário médio deste setor fixa-se em 813 euros, menos dois euros do que é pago aos administrativos.

Indústria emprega 700 mil pessoas
As indústrias transformadoras são o maior empregador nacional, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). No total, conta com quase 700 mil trabalhadores, num total de 4,1 milhões.

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