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Está a chegar uma segunda vaga de coronavírus à Europa?

Epidemiologistas europeus avisam que países se devem começar a preparar para uma segunda vaga de covid-19.

Está a chegar uma segunda vaga de coronavírus à Europa?
O surto de covid-19 está ainda longe do fim. A Organização Mundial de Saúde (OMS) lembra que falta pouco para que se atinjam os 10 milhões de infetados no mundo inteiro e há mesmo países onde a taxa de novos casos tem voltado a subir nas últimas semanas à medida que as restrições vão sendo levantadas. Um dos casos mais preocupantes é a Alemanha, mas o país .

A segunda vaga tem do SARS-CoV-2 tem sido referida ainda antes de maior parte dos países europeus terem atingido o pico do surto internamente, mas nunca ninguém conseguiu prever quando a mesma chegaria, sendo a opinião mais consensual de que a mesma deveria chegar depois do verão. Mas atualmente há os que dizem que essa segunda vaga pode vir já durante os meses veranis. 

A comunidade científica define a "vaga" - apesar de forma informal - numa comparação com as ondas do mar. Se as ondas naturais se contam a partir do momento em que a descida de água é substituída por uma enchente repentina. No caso dos vírus, conta-se o fim da primeira "vaga" quando se atinge um pico e depois se passa para uma situação em que a pandemia fica minimamente controlada. Quando volta a haver um aumento de casos sistemático fala-se da segunda vaga. 

Mesmo com algumas centenas de casos a surgirem todos os dias em Portugal, podia-se falar de uma segunda vaga, segundo investigadores do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. "Desde o primeiro caso de Covid-19 notificado em Portugal, o país mantém-se em situação epidémica", contudo, na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) "a tendência e a magnitude dos valores da curva epidémica não nos permitem excluir – ou concluir inequivocamente - estar perante uma segunda fase de crescimento", disseram os investigadores à Lusa

Os investigadores adiantam que as medidas de confinamento adotadas conduziram à redução da velocidade de transmissão da infeção na comunidade, mas não eliminaram a circulação do vírus, permitindo "achatamento da curva epidémica", o que é consistente com a ocorrência contínua de novos casos de doença ao longo do tempo. Daí não se poder ainda falar de uma nova vaga em Lisboa, mas sim a continuação da primeira onda de casos. A verdade é que Portugal chegou a ter mais de 700 casos por dia (teve até um dia com quase 1.500 novas infeções) e atualmente tem ficado normalmente acima das 350, mas abaixo das 400, com algumas variações. 

No entanto, há países que tiveram o surto já sob controlo e que neste momento voltam a estar a braços com um grande aumento de casos. O Irão, por exemplo, que levantou restrições em abril, voltaram a ter cerca de 3 mil casos por dia no último mês depois de chegarem a ter menos de mil por dia. 

A Alemanha prepara-se também para uma possível segunda vaga depois de um surto num matadouro na localidade de Gütersloh, que está desde terça-feira em confinamento. A empresa teve mais de 1.500 casos positivos de covid-19. No entanto, o governo alemão diz que está agir rapidamente para controlar o surto e esta sexta-feira o número de novos casos voltou a diminuir, bem como a taxa de contágio que se situa nos 0,59, depois de ter estado acima do 1,01 esta semana. Também Portugal e a Suíça têm o índice acima do 1,0. Mas na Alemanha os novos casos aumentaram 36,7%, enquanto na Suíça foram 15,1% comparativamente à semana anterior.

A diferença é que Portugal já anunciou novas medidas de restrição (principalmente na região da Grande Lisboa, onde se tem concetrado um novo surto) e estes dois outros países europeus estão a resistir a essa decisão, tentando controlar o surto sem recorrer ao confinamento geral.

Maurizio Cecconi, médico do Hospital Universitário Humanitas em Milão, Itália, disse à Euronews: "Estamos prontos para os pacientes da segunda vaga. O que aconteceu no início da epidemia é que fomos apanhados de surpresa". 

Numa carta aberta publicada no British Medical Journal, os especialistas britânico alertaram o governo daquele país para as provas que indicam que os surtos locais são cada vez mais prováveis e uma segunda vaga um risco real".

Jozef Kesecioglu, presidente da Sociedade Europeia de Medicina de Cuidados Intensivos, acredita que a segunda vaga não seja tão grave como a primeira e refere que há um plano, tanto ao nível dos governos nacionais como dos governos locais e dos hospitais para que haja camas extra.

Os investigadores do INSA referem que a probabilidade de ocorrência de novas ondas epidémicas pode ser influenciada por fatores externos que favoreçam a disseminação do vírus, ou pela ocorrência de alterações genéticas do vírus que aumentem a sua capacidade de transmissão na população humana. "Por exemplo, outros vírus respiratórios, como o vírus da gripe, circulam com expressão epidémica nos meses de outono e inverno, mas não se sabe, ainda, se será este o caso do SARS-CoV-2", acrescentam.

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