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Azeredo Lopes entre os 23 arguidos acusados pelo MP no caso de Tancos

Ex-ministro da Defesa é acusado de abuso de poder, denegação de justiça e prevaricação no "caso de Tancos".

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Tânia Laranjo e Lusa|26 de setembro de 2019 às 11:29
O Ministério Público acusou esta quinta-feira 23 arguidos no caso de Tancos entre eles o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes. O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes foi acusado dos crimes de abuso de poder, denegação de justiça, prevaricação e favorecimento no "caso de Tancos".

O processo arrola 112 testemunhas, entre os quais João Cordeio, ex-chefe da Casa Militar de Belém, Joana Marques Vidal, ex-PGR, Amadeu guerra e Luís Neves, diretor da PJ.

Ao que o Correio da Manhã apurou, já foi extraída a certidão para investigar o chefe da casa de militar de Belém por falsas declarações no processo Tancos.

Os arguidos foram acusados de crimes como terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

O crime de terrorismo é imputado pelo MP a Valter Abreu, Filipe Sousa, António José dos Santos Laranginha, João Pais, Fernando Santos, Pedro Marques, Gabriel Moreira, Hugo Santos e João Paulino.

Destes nove acusados do crime de terrorismo, oito estão em prisão preventiva. Valter Abreu tem aplicado o Termo de Identidade e Residência (TIR) com apresentações semanais na polícia.

Tanto Marcelo Rebelo de Sousa como António Costa saem completamente incólume deste processo.

Azeredo Lopes é um dos acusados no processo conhecido como o caso das armas de Tancos. Uma farsa montada pela Polícia Judiciária Militar para recuperar o armamento roubado em julho de 2017 que contou com a conivência das mais altas patentes militares, e que envolveu até o ministro da Defesa. Azeredo Lopes soube dos contornos da mentira e manteve-se calado.