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Dois manifestantes feridos após intervenção da PSP durante protesto no Ministério da Saúde

Manifestantes resistiram à intervenção das autoridades.

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Lusa e Paulo Jorge Duarte|26 de setembro de 2019 às 17:35
Duas pessoas ficaram feridas, esta quinta-feira, na sequência de uma intervenção policial para retirar do edifício do Ministério da Saúde cerca de 30 trabalhadores que se encontravam em protesto. Os trabalhadores tinham invadido o local pouco antes e mostraram resistência à intervenção das autoridades. Os feridos, um homem e uma mulher, tiveram de ser transportados para o Hospital de São José, em Lisboa. 

Cerca de meia dúzia de agentes da PSP chegaram pelas 15h30 ao Ministério da Saúde, em Lisboa, onde desde as 15h00 se encontravam concentrados mais de 30 trabalhadores, começando a retirar um a um os funcionários em protesto.
Perante a resistência de alguns trabalhadores que se recusaram a abandonar o átrio do edifício, a polícia decidiu forçá-los a sair. Os trabalhadores mantêm-se, contudo, concentrados nas escadas exteriores de acesso ao Ministério.

O protesto desta quinta-feira pretende exigir respostas à ministra Marta Temido sobre a aplicação do contrato coletivo para os trabalhadores dos hospitais EPE das carreiras gerais, como assistentes, auxiliares e administrativos.

Pelas 15h00, o grupo de mais de 30 funcionários entrou no ministério, gritando palavras de ordem como "ministra escuta trabalhadores estão em luta" e exibindo cartazes com frases como: "fartos de esperar" ou "Exigimos respostas".

Segundo Sebastião Santana, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, os sindicatos e as entidades empregadoras (hospitais) chegaram a acordo quanto à contagem do tempo de serviço para funcionários administrativos e técnicos superiores, mas falta a tutela validar este acordo.

A federação contesta ainda que tenham ficado de fora da última passagem às 35 horas os funcionários do Hospital de Braga, que, entretanto, foi revertido de PPP (parceria público-privada) a EPE (entidade pública empresarial).

De acordo com Sebastião Santana, por via destas duas questões reclamadas, há trabalhadores no Hospital de Braga a ganhar 519 euros por mês, muito abaixo "dos 635 de mínimo para a administração pública".
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