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"Fui irresponsável, andava sem máscara": Jovem fica sem andar devido ao coronavírus

Vanessa, de 28 anos, está a tentar recuperar capacidades motoras que complicações associadas à Covid-19 lhe tiraram.

"Fui irresponsável, andava sem máscara": Jovem fica sem andar devido ao coronavírus
Correio da Manhã|01 de agosto de 2020 às 12:42
Vanessa Martínez foi internada nos cuidados intensivos do Hospital Gregorio Marañón, em Madrid, a 21 de abril por contrair a Covid-19, aos 28 anos. Após 69 dias nos cuidados intensivos, Martínez tem agora um longo caminho de recuperação e reabilitação.

Admitindo que não foi prudente e não teve cuidado em se proteger do novo coronavírus, Vanessa explica que não usava máscara e achava que era jovem e invencível. "Fui irresponsável, andava sem máscara e aqui estou eu", afirmou ao El País. Martínez trabalhava como assitente de enfermagem para poder pagar os tratamentos da filha que sofre de com síndrome de Down.

Neste momento tem dificuldades visuais e precisa de aprender a caminhar novamente. Leyre Pérez, médica de Vanessa, explica que "manter um paciente adormecido por tanto tempo requer uma forte sedação para relaxar todo o músculo, com a consequente perda de massa muscular e muitas sequelas residuais".

A primeira vez que Martínez pôs o pés no chão não conseguiu segurar nem a própria cabeça, e muito menos era capaz de tomar um duche. Durante três meses uasava fraldas e eram as funcionárias que lhe davam banho com esponjas.

O próximo passo de Martínez é começar um processo de reabilitação porque "tem complicações neurológicas e neuropáticas, além de envolvimento no sistema nervoso central, falta de equilíbrio, reflexos ... Tudo isto deve ser reeducado, tendo em conta também o problema respiratório", explica Olga Arroyo, chefe do serviço de Reabilitação que inclui Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia . A reabilitação durará cerca de oito meses.

Vanessa tem de aprender tudo de novo, como se fosse uma criança novamente. Coisas básicas do dia-a-dia como escovar os dentes, pentear, levantar e sentar não é possível porque os musculos não têm força para esses movimentos.

Apesar do desgaste físico que sente Martínez sente-se grata por estar viva. Este é um dos casos mais graves do Hospital Gregorio Marañón em Madrid, que regista cerca de 6511 casos de Covid-19.
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