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Presidente da República prepara o país para o pior e admite terceira vaga da pandemia da Covid-19

Parlamento aprovou esta sexta-feira a renovação do Estado de Emergência.

Presidente da República prepara o país para o pior e admite terceira vaga da pandemia da Covid-19
Correio da Manhã|20 de novembro de 2020 às 20:09
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu esta sexta-feira a possibilidade de uma terceira vaga da pandemia da Covid-19 em janeiro ou fevereiro, preparando o País para o pior. Numa mensagem acutilante proferida a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo pediu consenso dos políticos no combate à Covid-19 e advertiu que "não faltarão eleições" que venham a "apurar e julgar responsáveis".

Marcelo reforçou a importância da contenção do processo pandémico em dezembro e deixou em aberto a renovação do Estado de Emergência de 9 a 23 de dezembro. "Não hesitarei em propô-las [renovações]", alertou o Presidente. Habilmente, Marcelo evitou referir diretamente o natal e quais as medidas que estarão em vigor nesse período do ano tão importante para os portugueses.

O chefe de Estado considerou que "é natural que haja portugueses - e são muitos, e nas fases piores das pandemias como esta, são muitos mais - que criticam o que entendem ser erros, omissões, avanços, recuos, ziguezagues".

"Em maio e junho sobre a Grande Lisboa, em agosto e setembro sobre a segunda vaga, em outubro, hoje, amanhã, depois, criticando tudo o que vier tarde ou mal explicado, por defeito de porta-voz ou por defeito de decisão", referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu, em seguida, que, apesar de todas as críticas, não é altura de "baixar os braços" no combate a esta epidemia.

Marcelo afirmou ainda que "no pensamento dos profissionais políticos encontra-se presente a pressão que existe sobre o SNS" e que essa pressão "vai aumentar nos próximos dias ou semanas" o que, para o Presidente da República, "implica a exigência de tentar conter o curso da pandemia em dezembro e nas primeiras semanas e 2021".

Estado de Emergência durará "o tempo que for necessário"
Sobre a renovação do Estado de Emergência, que entrará em vigor às 00h00 da próxima terça-feira até às 23h59 de 8 de dezembro, Marcelo sublinhou que a medida durará "o tempo que for necessário", numa tentativa de achatar a curva de casos que apresenta valores muito elevados.

"É natural que nove meses de pandemia pareçam uma eternidade", admitiu Marcelo, acrescentado que "dispomos agora de dados mais específicos sobre os casos que permitem juntar medidas ajustadas a grupos e concelhos com graus de incidência diferentes".

O Presidente da República afirmou hoje que não hesitará em prolongar o estado de emergência o tempo que for necessário e defendeu que não se pode facilitar em dezembro para conter a epidemia de Covid-19.

"E que se não facilite - não facilitem os decisores políticos, não facilitem os portugueses em dezembro, do princípio ao fim de dezembro, para não ter de se sofrer um agravamento pesado ao virar 2021. E que se procure continuar a equilibrar esta exigência com o não parar a economia, a sociedade, a cultura, que é um esforço que sabemos difícil para todos os portugueses", apelou.

Marcelo pediu "que se atente no testemunho notável das confissões religiosas" e do "exemplo" que têm dado "à comunidade" mesmo quando se tratam de "datas fundamentais para as convicções e para as suas tradições" no que pode ser entendido como uma indireta ao PCP que mantém a realização do congresso em Loures para o final do mês.

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