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Mata ex-mulher após o divórcio e diz à família e amigos que está doente com Covid-19

Homem enviou mensagens em que se fazia passar pela vítima, dizendo que estava no hospital.

Mata ex-mulher após o divórcio e diz à família e amigos que está doente com Covid-19
Correio da Manhã|21 de fevereiro de 2021 às 15:27

O caso deixou em choque a localidade de Jupiter na Florida: um treinador de fitness assassinou a mulher após esta lhe pedir o divórcio e enganou autoridades e família enviando mensagens do telemóvel da vítima, fazendo-se passar por ela, dizendo que estava internada com Covid-19 no hospital.

O homem acabou condenado a 38 amos de prisão por homicídio qualificado, obstrução à justiça e ocultação de cadáver, após uma série de episódios chocantes.

O casal estava separado há um mês quando, em março do ano passado, Gretchen Anthony desapareceu sem deixar rasto. Não apareceu no trabalho alguns dias e os colegas contactaram-na. Ninguém atendeu o telemóvel, mas foi enviada uma mensagem que dizia que Gretchen estava muito doente com Covid-19 (na altura os EUA registavam os primeiros casos da doença) e que estava internada no hospital local, pelo menos 14 dias.

A família recebeu mensagens iguais quando tentou contactar a mulher e, desconfiando do palavreado empregue nas comunicações, denunciou o caso às autoridades como um desaparecimento. A polícia detetava o telemóvel da longe do hospital, numa altura em que os amigos receberam mensagens a dizer que Gretchen tinha sido transferida devido ao agravamento do seu estado de saúde.

Confrontado, o ex-marido, David, contou a mesma história e acrescentou que a mulher poderia estar a ser ameaçada após ter descoberto um caso de desvio de dinheiro na empresa onde ela trabalhava. Não passaria de uma pista falsa.

O carro da Gretechen viria a ser encontrado no parque de estacionamento do hospital e imagens de videovigilância revelavam um homem alto, muito parecido com o marido de Gretchen, David. No interior do veículo abandonado foi encontrado sangue e aí a investigação partiu para homicídio, com David como principal suspeito.

O homem pôs-se em fuga após as autoridades terem encontrado, na garagem da casa de David, grandes manchas de sangue, toalhas ensopadas em sangue, manchas de lixívia e odor a cadáver na carrinha do suspeito.

David acabou por ser apanhado a 1900 km do local do crime. Confessou os crimes e fez um acordo com as autoridades para revelar onde tinha abandonado o corpo da ex-mulher, que viria a ser encontrado numa zona de mato, próxima da casa do homem.

Em tribunal, antes de ser condenado a 38 anos de prisão, alegou que "perdeu a cabeça" devido a problemas de dependência "agravados pela situação da pandemia".
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