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Menina de 10 anos e com apenas 17 quilos morre à fome após pais adotivos esconderem comida

Polícia do condado de Dent, nos EUA, diz que a criança estava tão magra que "parecia uma vítima do Holocausto".

Menina de 10 anos e com apenas 17 quilos morre à fome após pais adotivos esconderem comida
Correio da Manhã|17 de outubro de 2020 às 19:06

Uma menina de 10 anos foi torturada pelos pais adotivos no estado do Missouri, nos EUA, e acabou por morrer à fome.

Segundo a imprensa local, a criança acabou por morrer no passado dia 3 de outubro, no Salem Memorial district Hospital, quando pesava pouco mais de 17 quilos.

As autoridades encontraram Josie Ann Abney desmaiada após um alerta dos próprios pais e a menina acabou por ser transportada para o hospital.

De acordo com o agente do gabinete do condado de Dent, a criança estava tão magra que "parecia uma vítima do Holocausto".

O detective, que não foi identificado, revelou ainda que a menina apresentava hematomas na cara, peito, braços e pernas. A causa da morte ainda não foi determinada.

A polícia emitiu um mandado de busca à casa dos pais adoptivos, Susan e Randall Abney. De acordo com os registos realizados, as autoridades encontraram uma fechadura no frigorífico e os alimentos enlatados encontravam-se guardados nos armários mais altos, fora do alcance da criança.

O quarto de Josie tinha somente um colchão no chão, um candeeiro e um cesto de roupa. Randall alegou que a menina teria deixado de comer por vontade própria, mas a versão da mãe adotiva foi diferente. Susan admitiu que o casal fechava a menor no quarto sempre que saíam de casa porque tinham uma arma em casa.

Os relatórios demonstram que Josie foi adotada quando tinha apenas 3 anos. A menina foi a primeira de cerca de 12 filhos adotados pelo casal, que tinha acesso a subsídios e seguro de saúde pago.

Os pais acabaram detidos e acusados de um crime de abuso infantil e negligência. Deverão ser presentes a tribunal no próximo dia 29 de outubro e, em caso de condenação, espera-lhes uma pena entre 10 a 30 anos de prisão ou até mesmo prisão perpétua.

A comunidade local organizou uma vigília para alertar para os possíveis casos de abuso sexual, semelhantes ao de Josie.

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