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Recorde os processos em que João Rendeiro esteve envolvido

Ex-banqueiro esteve foragido à justiça portuguesa, após ter sido condenado a várias penas por crimes económicos.

Recorde os processos em que João Rendeiro esteve envolvido
Joana Duarte e Pedro Zagacho Gonçalves (pedrogoncalves@cmjornal.pt)|13 de maio de 2022 às 11:00
João Rendeiro, de 69 anos, morreu na prisão de Westville, na África do Sul, onde estava preso desde dezembro do ano passado. Rendeiro esteve foragido à justiça portuguesa de setembro até dezembro de 2021, após ter sido condenado a várias penas por crimes económicos, no âmbito do processo BPP. 

O ex-banqueiro fundou, em 1996, o Banco Privado Português, do qual foi administrador. No seguimento da falência do banco, Rendeiro foi investigado pela prática de diversos crimes. A cinco de junho de 2015, num primeiro processo, João Rendeiro foi absolvido do crime de burla qualificada.

Num segundo processo, em 2018, o ex-banqueiro foi condenado a cinco anos de prisão com pena suspensa, mediante o pagamento de 400 mil euros pela prática de falsidade informática e falsificação de documentos.

Em 2021, Rendeiro foi condenado a 10 anos de prisão pelos crimes de fraude fiscal, abuso de confiança e branqueamento de capitais. Volta depois a ser condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva por burla qualificada. 
Em setembro de 2021, João Rendeiro foge de Portugal para tentar escapar aos cumprimento das penas de prisão a que estava condenado. É então emitido um mandado de captura internacional contra o ex-banqueiro, passando Rendeiro a integrar a lista de procurados da Europol e Interpol. 

João Rendeiro foi preso em dezembro do ano passado na África do Sul, perto de Durban, e estava na na cadeia de Westville.

O Tribunal da Relação confirmou, em fevereiro, a pena de prisão de 10 anos a que João Rendeiro estava condenado pelos crimes de fraude fiscal qualificada, abuso de confiança e branqueamento de capitais, no processo do caso BPP. 

A mulher de João Rendeiro, Maria de Jesus Rendeiro, está em prisão domiciliária devido ao processo relacionado com desaparecimento das obras de arte arrestadas pela Justiça ao marido, no âmbito do caso BPP, e suspeitas de branqueamento de capitais.

Rendeiro terá comprado obras de arte da sua coleção pessoal com dinheiro alegadamente desviado do BPP. As obras de arte foram arrestadas, em novembro de 2010, mas permaneceram na mansão de Rendeiro, ficando à guarda de Maria de Jesus Rendeiro. 

João Rendeiro terá escondido parte da sua fortuna em contas de uma sociedade offshore da mulher Maria de Jesus: a Octavia International Foundation, com sede no Panamá. Rendeiro terá ocultado nesta offshore da mulher mais de seis milhões de euros em dinheiro e valores mobiliários, como ações. 
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