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Regulador dos media "repudia veementemente" ciberataque ao Expresso e SIC

Ataque teve como autor o grupo Lapsus$.

Regulador dos media "repudia veementemente" ciberataque ao Expresso e SIC
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) repudiou esta quarta-feira "veementemente" o ciberataque cometido contra o grupo Impresa, que "devastou" o seu sistema informático e causou a destruição massiva de ficheiros em arquivo.

Em comunicado, o regulador dos media diz, então, que "repudia veementemente o ataque perpetrado no dia 02 de janeiro contra o grupo Impresa, que devastou o seu sistema informático e causou a destruição massiva de ficheiros em arquivo, afetando, em muito, a capacidade editorial e o desempenho dos respetivos órgãos de comunicação social".

Em 02 de janeiro, os 'sites' do grupo Impresa foram alvo de um ciberataque que, segundo a dona da SIC, teve como autor o grupo Lapsus$, que realizou uma intrusão na rede interna, bem como nos meios de controlo da plataforma de 'cloud' (AWS) utilizada" pela empresa.

Depois de mais dois dias em baixo, os 'sites' do Expresso e da SIC Notícias voltaram a estar novamente no 'ar' através de https://expresso.pt e https://sicnoticias.pt, os quais vão funcionar "de forma provisória", segundo a Impresa.

"Este ato de extrema gravidade não é apenas um ataque a uma empresa em particular, é também um atentado às liberdades de expressão, de informação e de programação, pilares fundamentais da democracia [consagradas nos artigos 37.º e 38.º da Constituição da República Portuguesa e na legislação sectorial específica]", sublinha a ERC.

"A Entidade Reguladora para a Comunicação Social manifesta a sua irrestrita solidariedade para com o grupo Impresa, reiterando a sua confiança nas autoridades competentes no apuramento das devidas responsabilidades", salienta.

"Tal intolerável ato não impedirá o trabalho legítimo dos meios de comunicação social, essencial na defesa da democracia", acrescenta a ERC, que apela ao Ministério Público e às entidades judiciárias de investigação criminal para que "usem do máximo rigor na investigação e ulterior punição dos responsáveis por atos deste tipo".

Em 05 de janeiro, o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão reconheceu que "demorará algum tempo" para que a normalidade de todas as operações seja reposta.

Desde o ataque, a Impresa tem trabalhado com as autoridades competentes, nomeadamente com a Polícia Judiciária e com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), como também foram contratadas empresas especializadas para auxiliar os departamentos internos do grupo.

O Ministério Público está a investigar o ataque informático como também a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) investiga a violação de dados pessoais na sequência do ciberataque.

Até ao momento, "não foi efetuado qualquer pedido de pagamento (resgate)", asseverou a Impresa, em 05 de janeiro.

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