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Rosa Grilo manteve versão na primeira sessão de julgamento

Nova sessão do julgamento está agendada para a próxima terça-feira.

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Tânia Laranjo e Rita F. Batista|10 de setembro de 2019 às 08:54

Rosa Grilo e o amante, António Joaquim, começaram esta terça-feira a ser julgados pelo homicídio do triatleta Luís Grilo, no Tribunal de Loures. Na primeira sessão de julgamento, apenas foi ouvida Rosa Grilo, que manteve a versão apresentada no início do inquérito.

O julgamento começou com uma hora de atraso, cerca das 10h30, e terminou às 17h50. Estava previsto que os dois arguidos fossem ouvidos neste primeiro dia, mas o interrogatório a Rosa Grilo durou mais tempo do que o previsto. 

A viúva do triatleta, que está presa na ala feminina da cadeira de Tires, chegou ao tribunal numa carrinha celular cerca das 8h50. Rosa Grilo manteve a versão apresentada no início do inquérito, de que o marido terá sido assassinado por três angolanos devido ao envolvimento num esquema de tráfico de diamantes.

A presidente do coletivo de juízes pediu à arguida que descrevesse com detalhe o momento em que Luís Grilo foi assassinado, ao que Rosa Grilo afirmou que o marido foi morto com dois tiros, contradizendo a autópsia que revela que o homem foi atingido apenas uma vez. 

A juíza apontou também contradições às referências temporais fornecidas pela arguida, que foram desvalorizadas pela advogada, Tânia Reis, à saída do tribunal no intervalo para almoço. 

Questionada pelos jornalistas no final da primeira sessão de julgamento, Tânia Reis reafirmou que as contradições com as quais foi confrontada pela juíza não fragilizam Rosa Grilo. "Os indícios não chegam para condenar as pessoas, tem de se provar", rematou. 

António Joaquim não foi ouvido em tribunal esta terça-feira, mas, no intervalo para almoço, o advogado, Ricardo Serrano Vieira, frisou que o arguido "está ansioso por começar a falar" e que irá manter o que disse na fase de inquérito e acrescentar algumas informações. 

No final da sessão, Serrano Vieira disse que o cliente está "confiante que seja feita justiça".

Advogada de Rosa Grilo admite que recurso ao tribunal de júri "poderá ser prejudicial"

Em declarações aos jornalistas à entrada do tribunal, ao início da manhã, Tânia Reis, advogada de Rosa Grilo, admitiu que o recurso ao tribunal de júri pode prejudicar a sua cliente. "Os cidadãos tiveram acesso a toda a informação, alguma que não corresponde à realidade, e isso poderá ser prejudicial", sublinhou a causídica.

Tânia Reis afirmou também que irá apresentar testemunhas que poderão mudar o rumo do julgamento, nomeadamente uma amiga de Luís Grilo que confirma a versão de que a vítima estaria a ser ameaçada por angolanos devido ao tráfico de diamantes.

A advogada destacou ainda que Rosa Grilo "está tranquila".

O advogado de António Joaquim, Ricardo Serrano Vieira, faz-se acompanhar nesta sessão por um perito em expressões faciais, que analisará as expressões dos jurados, magistrados e arguidos.

Além dos três juízes, o julgamento conta com a presença de quatro jurados, que ajudarão os magistrados a decidir sobre a culpa da morte de Luís Grilo.

O Ministério Público pede 25 anos de prisão para Rosa Grilo.

A próxima sessão de julgamento está agendada para terça-feira, dia 17 de setembro.

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